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As
Escrituras Sagradas nos revelam a
importância
e função do sexo
Por-
Samuel Bacchiocchi
Durante grande parte da história
Cristã, sexo tem sido "desculpado"
como um mau necessário para se produzir crianças. Antes da revolução
sexual de nosso tempo, chamar uma moça de "sexy" teria sido um insulto.
Hoje em dia muitas moças aceitariam este adjectivo como um elogio. "A
pessoa Vitoriana," escreve Rollo May, "procura ter amor sem cair no sexo,
a pessoa moderna procura ter sexo sem cair no amor."
A atitude da sociedade com relação ao sexo tem
verdadeiramente deixado um extremo para outro. Da visão puritana do sexo
como um mal necessário para procriação, temos vindo à visão
popular-playboy do sexo como uma necessidade para recreação. Da idade do
aviso "cuidado com o sexo," nós temos vindo a idade do grito "UH! quero
sexo." Homo-sapiens tem se tornado homo-sexuais, carregado de motivações
sexuais e técnicas.
Ambos extremos estão errados e desmoronam
em cumprir a intenção de Deus e função do sexo. O passado negativo do sexo
fez com que pessoas casadas sentissem culpadas sobre suas relações
sexuais; a presente visão de tolerância sexual torna as pessoas em robôs,
capazes de se engajarem em muito sexo com pouco significado ou mesmo por
diversão. Apesar do aumento de livros sobre técnicas de fazer-amor, mais e
mais pessoas estão dizendo aos seus conselheiros: "Nós fazemos muito amor,
mas não é muito bom. Nós encontramos pouco significado ou mesmo apenas
diversão nisto!"
Parte
1- Atitudes do Sexo no Passado.
Antigo
Israel.
O povo hebreu entendeu e interpretou
a sexualidade humana como um dom positivo da parte de Deus. Eles não foram
afectados pelo, mais tarde, dualismo Grego entre espírito e matéria que
considerava o intercurso e mal, "carnal" algo para ser evitado se
possível. Semelhante pensamento era estranho aos Hebreus que viam o sexo
dentro do casamento como algo bonito e prazeroso. Um casamento era
momento de grande celebração, parcialmente porque isto marcava o começo da
vida sexual do casal.
O par de noivos se retiravam para a tenda
nupcial ou aposento no fim das festividades para fazerem amor juntos
enquanto deitados num lençol branco e limpo. Sangue no lençol indicava que
a noiva tinha sido virgem e provinha evidencia da consumação do casamento
(Deut.
22:13-19). O recém noivo era até
dispensado de participar na guerra em ordem de poder estar com sua noiva
(Deut.
20:7).
Isto indica que os antigos Hebreus tinham uma
sadia atitude em relação ao sexo. Eles viam isto como um dom divino que
dava prazer às pessoas envolvidas enquanto provinha meios para a
propagação da raça. O Clássico exemplo de exaltação da sexualidade humana
é encontrado em Cantares. Este livro tem sido sempre uma fonte de embaraço
para os Judeus e Cristãos. Alguns interpretes, como Sebastian Castellio,
tem visto o livro de Cantares como uma descrição obscena do amor humano que não
pertence ao cânon Bíblico. Outros, como Calvino, tem defendido a inclusão
do livro no cânon por interpretá-lo como uma alegoria simbolizando o amor
de Deus por Seu povo. O livro, no entanto não é uma alegoria. É uma
romântica celebração da sexualidade humana. De acordo com algumas
tradições, porções do livro eram cantadas durante o intercurso sexual.
Quando os Hebreus vinham para a terra de Canaã,
eles eram expostos ao mal e excessos dos cultos da fertilidade associados
com a adoração de Baal, que incluía prostituição sagrada. Para corrigir
estas perversões, vários regulamentos foram dados. Haviam restritas
proibições, por exemplo, contra revelar em público as "partes privadas"
(Gên. 9:21- Sam
6:20), incesto (Lev. 18:6-18; 20:11-12,14,20; Deut. 27:20,22),
bestialidade (Lev. 18:23; 20:15-16),
homossexualidade (Lev 18:22, 20:13), e vários tipos de "irregularidades" (Ex. 22:16; Lev 19:20,29;
15:24; 18:19; 20:18; Deut. 25:11). Em
toda parte, contudo, os Judeus tinham uma visão saudável do sexo, embora
eles viam primariamente em termos de função reprodutiva.
Novo
Testamento.
No tempo do Novo testamento, encontramos o começo de
duas atitudes extremas com relação ao sexo: licenciosidade e celibato.
Alguns interpretam a liberdade do Evangelho como liberdade para se engajar
livremente em relações sexuais fora do casamento. Judas fala de
"homens ímpios,
que convertem em dissolução a graça de Deus" (Judas 4). Pedro previne contra a sedução dos falsos
ensinadores que tinham "olhos cheios de adultério, e
não cessando de pecar" (2 Pedro 2:14).
O problema da permissividade sexual e perversão,
pelo qual se tornou tão público na igreja de Corinto que Paulo abertamente
repreende aqueles que se envolveram em incesto e adultério (1Cor. 5:1,
6:16-18).
Outros Cristãos foram influenciados por ideias
filosóficas Gregas que viam qualquer coisa relacionada com o aspecto da
vida como mal. Desde que o acto sexual envolve o contacto "carnal" e
prazer, era então encarado como um mal herdado. Este pensamento prevaleceu
no mundo Grego-Romano, e exerceu considerável influência entre alguns
Cristãos. Em Corinto, por exemplo, haviam alguns Cristãos que, para com os
que não casaram, estes deveriam permanecer solteiros e aqueles que forma
casados deveriam se abster da actividade sexual (1Cor. 7:1-5, 8-11,
25-28). Paulo responde para aqueles
"devotos" crentes afirmando que era certo e apropriado para as pessoas
casadas envolverem-se em actividades sexuais: "O marido pague à mulher a
devida benevolência, e da mesma sorte a mulher ao marido....Não vos
defraudeis um ao outro, senão por consentimento mútuo, por algum
tempo...e, depois, ajuntai-vos outra vez, para que Satanás vos não tente
pela vossa incontinência" (1 Cor. 7:3,5). Paulo aconselha os solteiros e viúvas a
continuarem assim (1 Cor. 7:8,
25-26). Sua razão, contudo, não é
baseada em razões teológicas mas em considerações práticas, nomeadamente,
na necessidade de evitar o "peso" (fardo) de uma família durante as
perseguições dos tempos finais que Paulo acreditava iria em breve surgir
(1 Cor.
7:26-31).
O conselho de Paulo não reflecte uma visão
negativa da sexualidade porque seu conselho era baseado exclusivamente sob
considerações praticas. Isto é indicado pelo seu conselho, "é melhor casar
do que abrasar-se.... Mas, se te casares, não pecas; e, se a virgem se
casar, não peca" (1Cor. 7:9,28).
Igreja
Cristã. A visão negativa da sexualidade, já presente na
forma embrionária nos tempos apostólicos entre alguns Cristãos,
desenvolveu-se em sua totalidade durante a igreja primitiva, moldando as
atitudes sexuais dos Cristãos até os tempos modernos. Esta visão pode ser
traçada na antiga filosofia grega, especialmente quanto ao pensamento
Platónico que via o homem com duas partes: a alma, que é boa, e o corpo,
que é mal. Semelhante pensamento dualista influenciou o Cristianismo
através do movimento conhecido como o Agnosticismo. Este movimento
herético ensinava que tudo importava, incluindo o corpo humano, que era
mal.
Somente uma faísca do divino no homem (alma) era
boa e através de um conhecimento especial (Agnóstico) tal faísca poderia
ser libertada do corpo humano e retornar ao domínio divino. Assim,
salvação era entendido como a libertação da alma de sua casa-prisão do
corpo. Este ensino dualistico influenciou grandemente o pensamento Cristão
através dos séculos ao ponto de muitos cristãos gradualmente abandonarem a
visão Bíblica da ressurreição do corpo, substituindo isto com o conceito
Grego da imortalidade da alma.
O erro fundamental desta visão, que um grande
número de estudiosos tem rejeitado como sendo não bíblica, e que sua
suposição prevalece, é má e tem que ser destruída. Semelhante visão é
claramente rejeitada por aqueles textos Bíblicos que ensinam esta matéria,
incluindo o corpo humano, é sim produto da boa criação de Deus
(Gen. 1:4, 10, 12,
18, 21, 25, 31).
O Salmista declara: "Pois possuíste os meus rins;
entreteceste-me no ventre de minha mãe. Eu te louvarei, porque de um modo
terrível e tão maravilhoso fui formado; maravilhosas são as tuas obras, e
a minha alma o sabe muito bem" (Salmos 139: 13-14).
A adopção da noção Grega não bíblica do corpo
humano como intrinsecamente má tem te levado muito Cristãos através do
séculos a uma atitude deturpada em relação ao sexo. Seus efeitos ainda
persiste assim como muitos hoje ainda estão apreensivos sobre suas
relações sexuais, vendo isto como algo manchado pelo pecado.
O Papel de
Agostinho. O pai da
igreja que tem moldado as atitudes
negativas em relação ao sexo mais do que qualquer outra pessoa foi
Agostinho (354-430). Ele refere as inclinações sexuais e excitação num
plano onde nem sempre é controlado racionalmente como resultado do pecado.
Ele especula que se o pecado não tivesse entrado, o intercurso marital
seria sem a excitação do desejo sexual. O sémen masculino poderia ser
introduzido dentro o útero da esposa sem o aquecer da paixão, de uma forma
natural, semelhante ao corrimento menstrual do sangue provindo do
útero.
Como resultado do pecado, o acto sexual é agora
acompanhado pelo poderoso impulso que Agostinho chamou de concupiscência,
ou lascívia. A satisfação da sensualidade através do intercurso, foi para
ele, uma necessária maldade para assim trazer crianças ao mundo. Não
obstante, Agostinho iguala o pecado original com o acto sexual e sua
perversidade, pois o acto é o canal pelo qual, pensa ele, a culpa da
primeira transgressão Adão é transmitida do pai ao filho. Por fazer o acto
sexual os meios onde o pecado original é transmitido, Agostinho fez do
sexo por prazer, uma actividade pecaminosa. Esta visão
necessitava da administração do
baptismo imediatamente depois do nascimento para remover a mancha do
pecado original da alma do novo bebe nascido.
A principal falácia desta visão é a redução do
pecado original a um factor biológico do qual pode ser transmitido como
uma doença infecciosa através do intercurso sexual. No entanto, nas
Escrituras, o pecado é volátil e não biológico. É uma obstinada
transgressão de um princípio divino (1João 3:4), e não uma infecção
transmitida através de um contacto sexual. O que pode ser transmitido não
é a culpa do pecado, como Agostinho acreditava, mas sua punição. Culpa é a
transgressão pessoal de um princípio divino, que não pode ser imputado
sobre uma terceira partido. O castigo de nossos erros, portanto,
também pode ser passado em termos
de/ou más tendências hereditárias. As Escrituras nos diz que Deus visita "
a iniquidade dos pais sobre os filhos dos filhos, até a terceira e quarta
geração" (Ex. 34:7). No caso do pecado de Adão, o que tem passado pela
humanidade são as consequências da sua punição, que inclui más inclinações
e morte. Estas consequências não podem mecanicamente removidas através do
baptismo infantil.
Pecado
Original. A
noção do pecado original é derivado
primariamente de Romanos 5:12 onde Paulo diz que "por um homem entrou o pecado
no mundo, e pelo pecado a morte, assim, também, a morte passou a todos os
homens, por isso que todos pecaram."
Nesta declaração o apóstolo afirma simplesmente o facto da
humanidade partilhar o pecado de Adão e morte. Ele não faz uma tentativa
de explicar como isto acontece. Ele não faz alusão a procriação sexual
como um canal pelo qual a humanidade tem se tornado participantes do
pecado de Adão e morte. O contexto claramente indica que a preocupação de
Paulo é afirmar a verdade fundamental que a desobediência de Adão tem
feito de nós pecadores e a obediência de Cristo tem nos feito justos:
"Porque, como,
pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim,
pela obediência de um, muitos serão feitos justos." Rom. 5:19.
O conceito pelo qual Paulo aplica para estabelecer
a conecção entre o pecado de Adão e da humanidade não é de transmissão
biológica do pecado através da procriação sexual, mas da solidariedade
incorporada. Assim como o pecado de Acan se tornou o pecado de sua casa,
porque seus membros partilharam em uma solidariedade incorporada com ele
(Jos. 7:24), também o pecado de Adão se tornou o pecado da humanidade
porque seus membros partilharam em uma solidariedade incorporada com ele.
Este argumento Paulino não provem concordância à tentativa Agostiniana em
igualar o pecado original com o excitamento sexual e a relação.
A associação Agostiniana do pecado original com o
sexo tem sido largamente aceita através da história Cristã, condicionando
as atitudes sexuais não somente dos Católicos Romanos mas também dos
Cristãos em geral. Tal como Derrick Baily aponta, "Agostinho tem que
suportar não pouca medida de responsabilidade pela insinuação dentro de
nossa cultura pela ideia que ainda é grandemente aceite, que o
Cristianismo aponta a sexualidade como algo peculiarmente manchado com o
mal." 3
E parte, como uma reacção a esta negativa visão do
sexo como um mal necessário para a propagação da raça humana, uma
diferente e completa visão do sexo bem orientada e prazerosa tem
vindo a surgir. A revolução sexual de nosso tempo tem glamorizado uma
devassidão sexual e bravura, ridicularizando o castigo do sexo como uma
melindrosa superstição. As catastróficas consequências da revolução sexual
pode ser vista nos sempre crescentes casos de divórcios, abortos,
incidentes de incesto, abuso sexual de crianças, e a perda da verdadeira
função do sexo. Pela luz desta dolorosa realidade, é imperativo para os
Cristãos entender o significado
Bíblico da função do sexo.
Parte
II A
Visão Bíblica do Sexo . O livro de Génesis é o ponto de partida lógico para nossa indagação
dentro da visão Bíblica do sexo. A primeira declaração relacionada com a
sexualidade humana é encontrada em Génesis 1:27: "E criou Deus o
homem à sua imagem: à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os
criou." É de notar que enquanto
depois de cada acto da criação, a Escritura diz que Deus viu que
"era bom." (Gén
1:12, 18,21,25), depois da criação da humanidade como macho e
fêmea,
viu Deus que "era muito bom" (Gén.
1:31). Esta divina avaliação inicial
da sexualidade humana como "muito bom" mostra que as Escrituras vê a
distinção de macho/fêmea como parte da bondade e perfeição da criação
original de Deus.
Imagem
de Deus. É
importante notar também que a dualidade sexual humana como macho e fêmea é relacionada
explicitamente a imagem de Deus. Teólogos tem longamente debatido a
possibilidade da natureza desta relação. Se bem que a Escritura destingue
o ser humano de outras criaturas, teólogos tem usualmente pensado que a
imagem de Deus na humanidade refere-se as faculdades racional, moral e
espiritual que Deus tem dado ao homem e mulher. Este é uma interpretação
válida pois estas faculdades destinguem o humano masculino e feminino das
criaturas inferiores.
Há, no entanto, outra forma possível em que o
humano masculino e feminino reflecte a imagem de Deus, nomeadamente na
capacidade de um homem e uma mulher viver uma unidade de convívio
semelhantes aquele que existe na trindade. O Deus da revelação Bíblica não
é um ser solitário que vive nas alturas pela eternidade mas em
companheirismo de Três Seres tão íntimos e misteriosamente unidos que nós
adoramos eles como um Deus. Esta misteriosa unidade em relacionamento de
Trindade é reflectida como uma imagem divina no homem, não como um
indivíduo solteiro mas como uma dualidade sexual de macho e fêmea, misteriosamente unidos em casamento como
"uma carne." A união amorosa do marido e esposa aponta para o amor que
eternamente une os Três Seres da Trindade. Neste senso, constitui uma
reflexão da imagem de Deus na humanidade.
Um
Deus Unisexo? Alguns teólogos interpretam a imagem de Deus, não em
termos da similaridade da unidade-no-companheirismo, mas em termos de uma
correspondência em distinções sexuais dentro de cada pessoa da Divindade.
Paul Jewett articula esta visão dizendo: "Se temos que pensar em Deus como
sexual, nós temos que pensar do divino como ambos feminino e masculino se
este simbolizmo de Deus transmitir uma inteireza pessoal. Deus torna-se
ele/ela. Se não a atribuição de personalidade à Deus estaria deslineada ou
fora de balanço. Um Deus puramente masculino seria intolerante como um
humano puramente masculino, e o mesmo pode-se dizer ao puramente feminino." 4
A tentativa de transportar Deus para um ser unisex
consistindo de características masculino e feminino, se não for
propriamente qualificado, pode levar a uma desastrosa falsa representação
de Deus da revelação bíblica. Enquanto é verdade que Deus não possui
somente o masculino mas também as qualidades femininas, sendo que Ele
compara Seu amor, por exemplo, ao de uma mulher pela sua criança que
amamenta (Isa 49:15), o facto permanece de que a possessão das qualidades
femininas não torna Deus um ser andrógino "ele/ela". Reconhecemos graus de
variação de masculinidade e feminilidade em todas pessoas, mesmo assim nós
não consideramos um homem que possui
uma rara gentileza feminina como uma pessoa ele/ela.
O facto de que a Bíblia algumas vezes apresenta
deus como nosso Pai (Jer. 31:9; Mat. 23:9), enquanto em outras vezes
compara Deus a uma mãe que "grita" ou que compadece (Isa. 42:14; 49:15),
não quer dizer que Deus é um Ser ele/ela andrógeno. É importante ver a
distinção entre aquelas declarações que descrevem a pessoa de Deus (Deus é
nosso Pai) e daqueles que descrevem as qualidades de Deus (Deus é como uma
mãe que compadece e clama). A primeira identifica a pessoa de Deus,
a última compara a compaixão de Deus a da mãe.
Hoje, ambos liberais e evangélicos feministas
estão reivindicando uma re-simbolização da Divindade baseando-se na
impessoal ou numa categoria unisex. Tal argumento é visto como o rimeiro
passo indispensável para limpar o caminho a fim de eliminar o papel sexual
e funcional das distinções no lar e na igreja. Para alcançar
isto, eles advogam retirar o nome masculino de Deus, adoptando, invés,
nomes impessoais como "paterno, Benfeitor, Poderoso, ou nomes andróginos
semelhantes a "Pai-Mãe" para Deus e "filho-Filha" para Cristo. O resultado
final de tais esforços não é meramente a mudança do rótulo para o mesmo
produto, mas sim introduzir novos
rótulos para uma mudança total de produto. A fé Bíblica nada sabe de um
Deus andrógino, parcialmente masculino e parcialmente feminino. Qualquer
tentativa de introduzir uma parte feminina da pessoa de Deus
significa rejeitar o Deus da revelação Bíblica, aceitando em
substituição, um fabricado pelas especulações feministas.
Pela luz destas considerações, nós rejeitamos como
anti-bíblico a tentativa de interpretar a imagem de Deus sendo masculino e
feminino como indicação de distinções sexuais, dentro das pessoas da
Divindade. Deus transcende as distinções sexuais humanas, mesmo assim Ele
escolheu revelar-se a Si próprio predominantemente através de termos e
imagens masculinos porque o papel masculino dentro da família e
igreja melhor representa o papel que Ele sustenta em relação a família
humana. A imagem de Deus na humanidade tem que ser melhor vista, como já
mencionamos, na forma racional, moral e espiritual, faculdades que De tem
dado ao homem e mulher, bem como na
capacidade do homem e mulher em viver uma unidade de companheirismo
semelhante àquele que existe na Trindade.
"Uma
só Carne".
O companheirismo
íntimo entre homem e mulher é
expresso em Gênesis 2:24: "Por isto deixa o homem pai e mãe, e se une à
sua mulher, tornando-se os dois uma só carne." A frase "uma só carne" refere à união de corpo,
alma e espírito entre cônjuges. Esta união total pode ser experimentada
especialmente através da relação sexual, quando o acto é a expressão de
amor, respeito e devoção genuínos.
A frase "tornando-se os dois um só carne" expressa
a estimativa divina do sexo dentro da relação conjugal. Diz-nos que Deus
vê o sexo como o meio pelo qual o marido e a esposa podem atingir nova
unidade. É digno de nota que a imagem "uma só carne" nunca é usada para
descrever a relação de uma criança com seu pai ou mãe. O homem precisa
deixar seu pai e mãe para se tornar "uma só carne" com sua mulher. Sua
relação com sua esposa é diferente de sua relação com os pais porque
consiste de uma nova unidade
consumada pela união sexual.
Tornar-se "uma só carne" implica também que o
propósito do acto sexual não é apenas procriativo (produzir filhos), mas também psicológico (satisfazendo a necessidade emocional de consumar
nova relação de unidade). Unidade implica na disposição de revelar ao
outro do modo mais íntimo seu eu físico, emocional e intelectual. Ao se
conhecer do modo mais íntimo, o casal experimenta o significado de
tornar-se uma só carne. A relação sexual não garante automaticamente esta
unidade. Antes consuma a intimidade de uma participação perfeita que já se
desenvolveu.
Sexo
é conhecer um ao outro. Relações sexuais dentro do casamento permitem a um casal
chegar a conhecer um ao outro de um modo que não pode ser experimentado de
nenhum outro modo. Participar da relação sexual significa revelar não
apenas seu corpo, mas também seu ser interior um ao outro. É por isto que
as Escrituras descrevem a relação sexual como "conhecer" (ver Gênesis
4:1), o mesmo verbo usado no hebraico em referência a conhecer a
Deus.
Obviamente Adão tinha chegado a conhecer Eva antes
de sua relação sexual, mas através dela chegou a conhecê-la mais
intimamente do que antes. Dwight H. Small observa a propósito: "Revelação
através da relação sexual encoraja revelação em todos os sentidos da
existência pessoal. Esta é uma revelação exclusiva e única para o casal.
Eles se conhecem como a ninguém mais. Este conhecimento único equivale a
reclamar o outro num pertencer genuíno… A nudez e a ligação física é
simbólica do facto de que nada é oculto ou retido entre
eles"2
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O processo que leva à
relação sexual é um de conhecimento crescente. Do conhecimento casual
inicial ao cortejo, casamento e relação sexual, o casal cresce no
conhecimento um do outro. A relação sexual representa a culminação deste
crescimento recíproco e intimidade. Como Elizabeth Achtemeier o expressa:
"Sentimos como que a mais oculta profundidade de nosso ser é trazida à
superfície e revelada e oferecida um ao outro como a expressão mais íntima
de nosso amor."3 |
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As
Escrituras Sagradas nos revelam a
importância
e função do sexo
Por-
Samuel Bacchiocchi
Durante grande parte da história
Cristã, sexo tem sido "desculpado"
como um mau necessário para se produzir crianças. Antes da revolução
sexual de nosso tempo, chamar uma moça de "sexy" teria sido um insulto.
Hoje em dia muitas moças aceitariam este adjectivo como um elogio. "A
pessoa Vitoriana," escreve Rollo May, "procura ter amor sem cair no sexo,
a pessoa moderna procura ter sexo sem cair no amor."
A atitude da sociedade com relação ao sexo tem
verdadeiramente deixado um extremo para outro. Da visão puritana do sexo
como um mal necessário para procriação, temos vindo à visão
popular-playboy do sexo como uma necessidade para recreação. Da idade do
aviso "cuidado com o sexo," nós temos vindo a idade do grito "UH! quero
sexo." Homo-sapiens tem se tornado homo-sexuais, carregado de motivações
sexuais e técnicas.
Ambos extremos estão errados e desmoronam
em cumprir a intenção de Deus e função do sexo. O passado negativo do sexo
fez com que pessoas casadas sentissem culpadas sobre suas relações
sexuais; a presente visão de tolerância sexual torna as pessoas em robôs,
capazes de se engajarem em muito sexo com pouco significado ou mesmo por
diversão. Apesar do aumento de livros sobre técnicas de fazer-amor, mais e
mais pessoas estão dizendo aos seus conselheiros: "Nós fazemos muito amor,
mas não é muito bom. Nós encontramos pouco significado ou mesmo apenas
diversão nisto!"
Parte
1- Atitudes do Sexo no Passado.
Antigo
Israel.
O povo hebreu entendeu e interpretou
a sexualidade humana como um dom positivo da parte de Deus. Eles não foram
afectados pelo, mais tarde, dualismo Grego entre espírito e matéria que
considerava o intercurso e mal, "carnal" algo para ser evitado se
possível. Semelhante pensamento era estranho aos Hebreus que viam o sexo
dentro do casamento como algo bonito e prazeroso. Um casamento era
momento de grande celebração, parcialmente porque isto marcava o começo da
vida sexual do casal.
O par de noivos se retiravam para a tenda
nupcial ou aposento no fim das festividades para fazerem amor juntos
enquanto deitados num lençol branco e limpo. Sangue no lençol indicava que
a noiva tinha sido virgem e provinha evidencia da consumação do casamento
(Deut.
22:13-19). O recém noivo era até
dispensado de participar na guerra em ordem de poder estar com sua noiva
(Deut.
20:7).
Isto indica que os antigos Hebreus tinham uma
sadia atitude em relação ao sexo. Eles viam isto como um dom divino que
dava prazer às pessoas envolvidas enquanto provinha meios para a
propagação da raça. O Clássico exemplo de exaltação da sexualidade humana
é encontrado em Cantares. Este livro tem sido sempre uma fonte de embaraço
para os Judeus e Cristãos. Alguns interpretes, como Sebastian Castellio,
tem visto o livro de Cantares como uma descrição obscena do amor humano que não
pertence ao cânon Bíblico. Outros, como Calvino, tem defendido a inclusão
do livro no cânon por interpretá-lo como uma alegoria simbolizando o amor
de Deus por Seu povo. O livro, no entanto não é uma alegoria. É uma
romântica celebração da sexualidade humana. De acordo com algumas
tradições, porções do livro eram cantadas durante o intercurso sexual.
Quando os Hebreus vinham para a terra de Canaã,
eles eram expostos ao mal e excessos dos cultos da fertilidade associados
com a adoração de Baal, que incluía prostituição sagrada. Para corrigir
estas perversões, vários regulamentos foram dados. Haviam restritas
proibições, por exemplo, contra revelar em público as "partes privadas"
(Gên. 9:21- Sam
6:20), incesto (Lev. 18:6-18; 20:11-12,14,20; Deut. 27:20,22),
bestialidade (Lev. 18:23; 20:15-16),
homossexualidade (Lev 18:22, 20:13), e vários tipos de "irregularidades" (Ex. 22:16; Lev 19:20,29;
15:24; 18:19; 20:18; Deut. 25:11). Em
toda parte, contudo, os Judeus tinham uma visão saudável do sexo, embora
eles viam primariamente em termos de função reprodutiva.
Novo
Testamento.
No tempo do Novo testamento, encontramos o começo de
duas atitudes extremas com relação ao sexo: licenciosidade e celibato.
Alguns interpretam a liberdade do Evangelho como liberdade para se engajar
livremente em relações sexuais fora do casamento. Judas fala de
"homens ímpios,
que convertem em dissolução a graça de Deus" (Judas 4). Pedro previne contra a sedução dos falsos
ensinadores que tinham "olhos cheios de adultério, e
não cessando de pecar" (2 Pedro 2:14).
O problema da permissividade sexual e perversão,
pelo qual se tornou tão público na igreja de Corinto que Paulo abertamente
repreende aqueles que se envolveram em incesto e adultério (1Cor. 5:1,
6:16-18).
Outros Cristãos foram influenciados por ideias
filosóficas Gregas que viam qualquer coisa relacionada com o aspecto da
vida como mal. Desde que o acto sexual envolve o contacto "carnal" e
prazer, era então encarado como um mal herdado. Este pensamento prevaleceu
no mundo Grego-Romano, e exerceu considerável influência entre alguns
Cristãos. Em Corinto, por exemplo, haviam alguns Cristãos que, para com os
que não casaram, estes deveriam permanecer solteiros e aqueles que forma
casados deveriam se abster da actividade sexual (1Cor. 7:1-5, 8-11,
25-28). Paulo responde para aqueles
"devotos" crentes afirmando que era certo e apropriado para as pessoas
casadas envolverem-se em actividades sexuais: "O marido pague à mulher a
devida benevolência, e da mesma sorte a mulher ao marido....Não vos
defraudeis um ao outro, senão por consentimento mútuo, por algum
tempo...e, depois, ajuntai-vos outra vez, para que Satanás vos não tente
pela vossa incontinência" (1 Cor. 7:3,5). Paulo aconselha os solteiros e viúvas a
continuarem assim (1 Cor. 7:8,
25-26). Sua razão, contudo, não é
baseada em razões teológicas mas em considerações práticas, nomeadamente,
na necessidade de evitar o "peso" (fardo) de uma família durante as
perseguições dos tempos finais que Paulo acreditava iria em breve surgir
(1 Cor.
7:26-31).
O conselho de Paulo não reflecte uma visão
negativa da sexualidade porque seu conselho era baseado exclusivamente sob
considerações praticas. Isto é indicado pelo seu conselho, "é melhor casar
do que abrasar-se.... Mas, se te casares, não pecas; e, se a virgem se
casar, não peca" (1Cor. 7:9,28).
Igreja
Cristã. A visão negativa da sexualidade, já presente na
forma embrionária nos tempos apostólicos entre alguns Cristãos,
desenvolveu-se em sua totalidade durante a igreja primitiva, moldando as
atitudes sexuais dos Cristãos até os tempos modernos. Esta visão pode ser
traçada na antiga filosofia grega, especialmente quanto ao pensamento
Platónico que via o homem com duas partes: a alma, que é boa, e o corpo,
que é mal. Semelhante pensamento dualista influenciou o Cristianismo
através do movimento conhecido como o Agnosticismo. Este movimento
herético ensinava que tudo importava, incluindo o corpo humano, que era
mal.
Somente uma faísca do divino no homem (alma) era
boa e através de um conhecimento especial (Agnóstico) tal faísca poderia
ser libertada do corpo humano e retornar ao domínio divino. Assim,
salvação era entendido como a libertação da alma de sua casa-prisão do
corpo. Este ensino dualistico influenciou grandemente o pensamento Cristão
através dos séculos ao ponto de muitos cristãos gradualmente abandonarem a
visão Bíblica da ressurreição do corpo, substituindo isto com o conceito
Grego da imortalidade da alma.
O erro fundamental desta visão, que um grande
número de estudiosos tem rejeitado como sendo não bíblica, e que sua
suposição prevalece, é má e tem que ser destruída. Semelhante visão é
claramente rejeitada por aqueles textos Bíblicos que ensinam esta matéria,
incluindo o corpo humano, é sim produto da boa criação de Deus
(Gen. 1:4, 10, 12,
18, 21, 25, 31).
O Salmista declara: "Pois possuíste os meus rins;
entreteceste-me no ventre de minha mãe. Eu te louvarei, porque de um modo
terrível e tão maravilhoso fui formado; maravilhosas são as tuas obras, e
a minha alma o sabe muito bem" (Salmos 139: 13-14).
A adopção da noção Grega não bíblica do corpo
humano como intrinsecamente má tem te levado muito Cristãos através do
séculos a uma atitude deturpada em relação ao sexo. Seus efeitos ainda
persiste assim como muitos hoje ainda estão apreensivos sobre suas
relações sexuais, vendo isto como algo manchado pelo pecado.
O Papel de
Agostinho. O pai da
igreja que tem moldado as atitudes
negativas em relação ao sexo mais do que qualquer outra pessoa foi
Agostinho (354-430). Ele refere as inclinações sexuais e excitação num
plano onde nem sempre é controlado racionalmente como resultado do pecado.
Ele especula que se o pecado não tivesse entrado, o intercurso marital
seria sem a excitação do desejo sexual. O sémen masculino poderia ser
introduzido dentro o útero da esposa sem o aquecer da paixão, de uma forma
natural, semelhante ao corrimento menstrual do sangue provindo do
útero.
Como resultado do pecado, o acto sexual é agora
acompanhado pelo poderoso impulso que Agostinho chamou de concupiscência,
ou lascívia. A satisfação da sensualidade através do intercurso, foi para
ele, uma necessária maldade para assim trazer crianças ao mundo. Não
obstante, Agostinho iguala o pecado original com o acto sexual e sua
perversidade, pois o acto é o canal pelo qual, pensa ele, a culpa da
primeira transgressão Adão é transmitida do pai ao filho. Por fazer o acto
sexual os meios onde o pecado original é transmitido, Agostinho fez do
sexo por prazer, uma actividade pecaminosa. Esta visão
necessitava da administração do
baptismo imediatamente depois do nascimento para remover a mancha do
pecado original da alma do novo bebe nascido.
A principal falácia desta visão é a redução do
pecado original a um factor biológico do qual pode ser transmitido como
uma doença infecciosa através do intercurso sexual. No entanto, nas
Escrituras, o pecado é volátil e não biológico. É uma obstinada
transgressão de um princípio divino (1João 3:4), e não uma infecção
transmitida através de um contacto sexual. O que pode ser transmitido não
é a culpa do pecado, como Agostinho acreditava, mas sua punição. Culpa é a
transgressão pessoal de um princípio divino, que não pode ser imputado
sobre uma terceira partido. O castigo de nossos erros, portanto,
também pode ser passado em termos
de/ou más tendências hereditárias. As Escrituras nos diz que Deus visita "
a iniquidade dos pais sobre os filhos dos filhos, até a terceira e quarta
geração" (Ex. 34:7). No caso do pecado de Adão, o que tem passado pela
humanidade são as consequências da sua punição, que inclui más inclinações
e morte. Estas consequências não podem mecanicamente removidas através do
baptismo infantil.
Pecado
Original. A
noção do pecado original é derivado
primariamente de Romanos 5:12 onde Paulo diz que "por um homem entrou o pecado
no mundo, e pelo pecado a morte, assim, também, a morte passou a todos os
homens, por isso que todos pecaram."
Nesta declaração o apóstolo afirma simplesmente o facto da
humanidade partilhar o pecado de Adão e morte. Ele não faz uma tentativa
de explicar como isto acontece. Ele não faz alusão a procriação sexual
como um canal pelo qual a humanidade tem se tornado participantes do
pecado de Adão e morte. O contexto claramente indica que a preocupação de
Paulo é afirmar a verdade fundamental que a desobediência de Adão tem
feito de nós pecadores e a obediência de Cristo tem nos feito justos:
"Porque, como,
pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim,
pela obediência de um, muitos serão feitos justos." Rom. 5:19.
O conceito pelo qual Paulo aplica para estabelecer
a conecção entre o pecado de Adão e da humanidade não é de transmissão
biológica do pecado através da procriação sexual, mas da solidariedade
incorporada. Assim como o pecado de Acan se tornou o pecado de sua casa,
porque seus membros partilharam em uma solidariedade incorporada com ele
(Jos. 7:24), também o pecado de Adão se tornou o pecado da humanidade
porque seus membros partilharam em uma solidariedade incorporada com ele.
Este argumento Paulino não provem concordância à tentativa Agostiniana em
igualar o pecado original com o excitamento sexual e a relação.
A associação Agostiniana do pecado original com o
sexo tem sido largamente aceita através da história Cristã, condicionando
as atitudes sexuais não somente dos Católicos Romanos mas também dos
Cristãos em geral. Tal como Derrick Baily aponta, "Agostinho tem que
suportar não pouca medida de responsabilidade pela insinuação dentro de
nossa cultura pela ideia que ainda é grandemente aceite, que o
Cristianismo aponta a sexualidade como algo peculiarmente manchado com o
mal." 3
E parte, como uma reacção a esta negativa visão do
sexo como um mal necessário para a propagação da raça humana, uma
diferente e completa visão do sexo bem orientada e prazerosa tem
vindo a surgir. A revolução sexual de nosso tempo tem glamorizado uma
devassidão sexual e bravura, ridicularizando o castigo do sexo como uma
melindrosa superstição. As catastróficas consequências da revolução sexual
pode ser vista nos sempre crescentes casos de divórcios, abortos,
incidentes de incesto, abuso sexual de crianças, e a perda da verdadeira
função do sexo. Pela luz desta dolorosa realidade, é imperativo para os
Cristãos entender o significado
Bíblico da função do sexo.
Parte
II A
Visão Bíblica do Sexo . O livro de Génesis é o ponto de partida lógico para nossa indagação
dentro da visão Bíblica do sexo. A primeira declaração relacionada com a
sexualidade humana é encontrada em Génesis 1:27: "E criou Deus o
homem à sua imagem: à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os
criou." É de notar que enquanto
depois de cada acto da criação, a Escritura diz que Deus viu que
"era bom." (Gén
1:12, 18,21,25), depois da criação da humanidade como macho e
fêmea,
viu Deus que "era muito bom" (Gén.
1:31). Esta divina avaliação inicial
da sexualidade humana como "muito bom" mostra que as Escrituras vê a
distinção de macho/fêmea como parte da bondade e perfeição da criação
original de Deus.
Imagem
de Deus. É
importante notar também que a dualidade sexual humana como macho e fêmea é relacionada
explicitamente a imagem de Deus. Teólogos tem longamente debatido a
possibilidade da natureza desta relação. Se bem que a Escritura destingue
o ser humano de outras criaturas, teólogos tem usualmente pensado que a
imagem de Deus na humanidade refere-se as faculdades racional, moral e
espiritual que Deus tem dado ao homem e mulher. Este é uma interpretação
válida pois estas faculdades destinguem o humano masculino e feminino das
criaturas inferiores.
Há, no entanto, outra forma possível em que o
humano masculino e feminino reflecte a imagem de Deus, nomeadamente na
capacidade de um homem e uma mulher viver uma unidade de convívio
semelhantes aquele que existe na trindade. O Deus da revelação Bíblica não
é um ser solitário que vive nas alturas pela eternidade mas em
companheirismo de Três Seres tão íntimos e misteriosamente unidos que nós
adoramos eles como um Deus. Esta misteriosa unidade em relacionamento de
Trindade é reflectida como uma imagem divina no homem, não como um
indivíduo solteiro mas como uma dualidade sexual de macho e fêmea, misteriosamente unidos em casamento como
"uma carne." A união amorosa do marido e esposa aponta para o amor que
eternamente une os Três Seres da Trindade. Neste senso, constitui uma
reflexão da imagem de Deus na humanidade.
Um
Deus Unisexo? Alguns teólogos interpretam a imagem de Deus, não em
termos da similaridade da unidade-no-companheirismo, mas em termos de uma
correspondência em distinções sexuais dentro de cada pessoa da Divindade.
Paul Jewett articula esta visão dizendo: "Se temos que pensar em Deus como
sexual, nós temos que pensar do divino como ambos feminino e masculino se
este simbolizmo de Deus transmitir uma inteireza pessoal. Deus torna-se
ele/ela. Se não a atribuição de personalidade à Deus estaria deslineada ou
fora de balanço. Um Deus puramente masculino seria intolerante como um
humano puramente masculino, e o mesmo pode-se dizer ao puramente feminino." 4
A tentativa de transportar Deus para um ser unisex
consistindo de características masculino e feminino, se não for
propriamente qualificado, pode levar a uma desastrosa falsa representação
de Deus da revelação bíblica. Enquanto é verdade que Deus não possui
somente o masculino mas também as qualidades femininas, sendo que Ele
compara Seu amor, por exemplo, ao de uma mulher pela sua criança que
amamenta (Isa 49:15), o facto permanece de que a possessão das qualidades
femininas não torna Deus um ser andrógino "ele/ela". Reconhecemos graus de
variação de masculinidade e feminilidade em todas pessoas, mesmo assim nós
não consideramos um homem que possui
uma rara gentileza feminina como uma pessoa ele/ela.
O facto de que a Bíblia algumas vezes apresenta
deus como nosso Pai (Jer. 31:9; Mat. 23:9), enquanto em outras vezes
compara Deus a uma mãe que "grita" ou que compadece (Isa. 42:14; 49:15),
não quer dizer que Deus é um Ser ele/ela andrógeno. É importante ver a
distinção entre aquelas declarações que descrevem a pessoa de Deus (Deus é
nosso Pai) e daqueles que descrevem as qualidades de Deus (Deus é como uma
mãe que compadece e clama). A primeira identifica a pessoa de Deus,
a última compara a compaixão de Deus a da mãe.
Hoje, ambos liberais e evangélicos feministas
estão reivindicando uma re-simbolização da Divindade baseando-se na
impessoal ou numa categoria unisex. Tal argumento é visto como o rimeiro
passo indispensável para limpar o caminho a fim de eliminar o papel sexual
e funcional das distinções no lar e na igreja. Para alcançar
isto, eles advogam retirar o nome masculino de Deus, adoptando, invés,
nomes impessoais como "paterno, Benfeitor, Poderoso, ou nomes andróginos
semelhantes a "Pai-Mãe" para Deus e "filho-Filha" para Cristo. O resultado
final de tais esforços não é meramente a mudança do rótulo para o mesmo
produto, mas sim introduzir novos
rótulos para uma mudança total de produto. A fé Bíblica nada sabe de um
Deus andrógino, parcialmente masculino e parcialmente feminino. Qualquer
tentativa de introduzir uma parte feminina da pessoa de Deus
significa rejeitar o Deus da revelação Bíblica, aceitando em
substituição, um fabricado pelas especulações feministas.
Pela luz destas considerações, nós rejeitamos como
anti-bíblico a tentativa de interpretar a imagem de Deus sendo masculino e
feminino como indicação de distinções sexuais, dentro das pessoas da
Divindade. Deus transcende as distinções sexuais humanas, mesmo assim Ele
escolheu revelar-se a Si próprio predominantemente através de termos e
imagens masculinos porque o papel masculino dentro da família e
igreja melhor representa o papel que Ele sustenta em relação a família
humana. A imagem de Deus na humanidade tem que ser melhor vista, como já
mencionamos, na forma racional, moral e espiritual, faculdades que De tem
dado ao homem e mulher, bem como na
capacidade do homem e mulher em viver uma unidade de companheirismo
semelhante àquele que existe na Trindade.
"Uma
só Carne".
O companheirismo
íntimo entre homem e mulher é
expresso em Gênesis 2:24: "Por isto deixa o homem pai e mãe, e se une à
sua mulher, tornando-se os dois uma só carne." A frase "uma só carne" refere à união de corpo,
alma e espírito entre cônjuges. Esta união total pode ser experimentada
especialmente através da relação sexual, quando o acto é a expressão de
amor, respeito e devoção genuínos.
A frase "tornando-se os dois um só carne" expressa
a estimativa divina do sexo dentro da relação conjugal. Diz-nos que Deus
vê o sexo como o meio pelo qual o marido e a esposa podem atingir nova
unidade. É digno de nota que a imagem "uma só carne" nunca é usada para
descrever a relação de uma criança com seu pai ou mãe. O homem precisa
deixar seu pai e mãe para se tornar "uma só carne" com sua mulher. Sua
relação com sua esposa é diferente de sua relação com os pais porque
consiste de uma nova unidade
consumada pela união sexual.
Tornar-se "uma só carne" implica também que o
propósito do acto sexual não é apenas procriativo (produzir filhos), mas também psicológico (satisfazendo a necessidade emocional de consumar
nova relação de unidade). Unidade implica na disposição de revelar ao
outro do modo mais íntimo seu eu físico, emocional e intelectual. Ao se
conhecer do modo mais íntimo, o casal experimenta o significado de
tornar-se uma só carne. A relação sexual não garante automaticamente esta
unidade. Antes consuma a intimidade de uma participação perfeita que já se
desenvolveu.
Sexo
é conhecer um ao outro. Relações sexuais dentro do casamento permitem a um casal
chegar a conhecer um ao outro de um modo que não pode ser experimentado de
nenhum outro modo. Participar da relação sexual significa revelar não
apenas seu corpo, mas também seu ser interior um ao outro. É por isto que
as Escrituras descrevem a relação sexual como "conhecer" (ver Gênesis
4:1), o mesmo verbo usado no hebraico em referência a conhecer a
Deus.
Obviamente Adão tinha chegado a conhecer Eva antes
de sua relação sexual, mas através dela chegou a conhecê-la mais
intimamente do que antes. Dwight H. Small observa a propósito: "Revelação
através da relação sexual encoraja revelação em todos os sentidos da
existência pessoal. Esta é uma revelação exclusiva e única para o casal.
Eles se conhecem como a ninguém mais. Este conhecimento único equivale a
reclamar o outro num pertencer genuíno… A nudez e a ligação física é
simbólica do facto de que nada é oculto ou retido entre
eles"2
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